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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ataques de tubarão são mais frequentes aos domingos, em agosto e com lua nova


O maior número de ataques de tubarões ocorre em águas pouco profundas, durante a lua nova, em agosto e especialmente aos domingos, revela uma pesquisa de especialistas em comportamento destes temidos animais divulgada nesta quinta-feira pela Universidade da Flórida (UF).

Jovens surfistas, com trajes de banho brancos e pretos, são mais propensos a serem atacados ou mordidos por tubarões, informou o estudo baseado em dados de observações e estatísticas dos últimos 50 anos em praias do condado de Volusia (Flórida), considerada a "capital mundial dos ataques de tubarão".

"Humanos, tubarões e fatores ambientais combinam-se no condado de Volusia de tal forma que criam uma 'combinação perfeita', com condições muito favoráveis para estes ataques", disse George Burgess, diretor do Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão, da UF.

O centro dos incidentes fica na praia da enseada de Ponce, entre Daytona Beach e New Smyrna Beach, no centro da Flórida, segundo o estudo.

Entre 1996 e 2008, um em cada cinco incidentes com tubarão no mundo ocorreu nesta região.

Os investigadores observaram durante um ano as ocorrências nestas costas de areias brancas, onde as grandes ondas propiciam excelentes condições para o surfe, mas também para tubarões e outros predadores que se concentram ali atraídos pelo alimento que encontram nas águas revoltas da arrebentação.

Os cientistas analisaram "basicamente: por que, onde e quando se produzem os ataques", em uma área que tradicionalmente existe maior interação humanos-tubarões como nenhuma outra no mundo, indicou a análise.

"A maior quantidade de ataques ocorre em dias de lua nova, mas também durante o período de lua cheia. Os extremos das fases lunares têm forte incidência nas marés, e, além disso, influem nos movimentos e padrões reprodutivos dos peixes, que são fonte de alimento para os tubarões", destacou Burguess.

O mês de agosto representa o pico de incidentes com os animais, pela grande quantidade de gente que há nas águas do hemisfério norte, especialmente aos domingos.

Braçadas e pernadas de surfistas ou nadadores provocam os tubarões que, entre as águas agitadas, se lançam sobre os membros acreditando serem uma presa, afirmaram os especialistas.

No último mês de fevereiro, um homem de 38 anos que praticava kitesurf morreu atacado por um grupo de tubarões no centro da Flórida, espalhando o pânico entre banhistas da área enquanto os especialistas tentavam acalmar a todos.

Embora a crença predominante de que a maioria dos ataques de tubarões nas águas da Flórida seja mortal, 90% deles só resultam em ferimentos leves, segundo o Arquivo Internacional da UF.

As feridas são, em boa parte dos casos, não muito maiores do que uma forte mordida de cão e não geram consequências graves e muito menos fatais, por não se tratar de tubarões grandes - eles alcançam uns 2 metros de largura.

"Não é o tipo de ferida que pode deixar um tubarão branco, de entre 3 a 6 metros, como os que existem na Califórnia", ilustrou Burguess.

Nas praias do condado de Volusia, especialmente na área de New Smyrna Beach (400 quilômetros ao norte de Miami), foi registrado em 2008 um recorde com um total de 23 ataques desses temidos peixes.

Texto: da AFP. Foto: Tiago Silva/DGABC/20-04-2008

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terça-feira, 30 de março de 2010

Sapos são capazes de prever terremotos

O comportamento dos sapos durante o período de acasalamento pode possibilitar "prever o imprevisível", ou seja, um sismo, segundo um estudo publicado nesta terça-feira pelos pesquisadores de uma universidade britânica.

Uma "alteração brusca no comportamento" dos sapos comuns machos (Bufo-bufo) foi percebida "cinco dias antes do sismo" ocorrido na cidade italiana de Áquila, no dia 6 de abril de 2009, de acordo com a equipe que vigiava esses anfíbios em seu local de reprodução.

Os resultados obtidos sugerem que "os sapos comuns Bufo-bufo são capazes de pressentir eventos sísmicos importantes e de adaptar seu comportamento em consequência", disse a bióloga Rachel Grant da Universidade Open, em Milton Keynes, Reino Unido.

Junto de seu colega Tim Halliday, da Oxford, ela observava por vários dias os animais a 74 quilômetros de Áquila, no momento em que a cidade foi surpreendida pelo terremoto de magnitude de 6,3 graus e que fez 299 vítimas.

Cinco dias antes do tremor, o número de sapos machos presentes no local de reprodução brutalmente reduziu em 96%, um comportamento "altamente incomum" para esses anfíbios, segundo o estudo publicado no Journal of Zoology.

"Uma vez que os sapos chegam para se reproduzir, eles ficam habitualmente ativos em grande número no local de reprodução até que o período de acasalamento termine", lembraram Grant e seu colega da Oxford.

Nos três dias precedentes ao tremor, o número de casais caiu para zero.

Depois de terem abandonado o local com a proximidade do sismo, os machos retornaram para lá timidamente na lua cheia. Mas eles eram bem menos numerosos que nos anos anteriores: somente 34, contra 67 a 175 sapos contados no passado.

No dia 15 de abril, tendo se passado vários dias após o terremoto e dois dias depois da sua última réplica importante, o número de sapos continuou mais baixo que de costume.

Os pesquisadores confessam que não sabem ao certo "qual sinal ambiental" os sapos captaram com "tanta antecedência". Mas eles destacaram que a baixa das atividades dos anfíbios coincidiu com as "perturbações pré-sísmicas na ionosfera", camada superior da atmosfera onde os gases são ionizados (elétricos).

Essas perturbações detectadas em radiofrequências baixas podem estar ligadas a vazamentos de radônio, gás radioativo que surge do subsolo terrestre, ou às ondas gravitacionais.

Outros animais como elefantes, peixes, serpentes ou lobos também foram estudados no passado à procura de sinais precursores de sismo, sem, entretanto, fornecer dados tão concretos como os dos sapos. Texto: da AFP.

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